Tokio Hotel é entrevistado pela Sound & Silence (11.08.2015)

Tokio Hotel é entrevistado pela Sound & Silence (11.08.2015)

Tokio Hotel fez uma entrevista para a Sound & Silence na House of Blues Chicago, onde a banda fez um show. A entrevista foi feita pela Paulina Pachel. Confira a seguir o áudio e a tradução:

Paulina: Então, estamos aqui com o Tokio Hotel por trás das câmeras no House Of Blues em Chicago, como vocês estão garotos?

Bill: Estamos muito bem. Um pouco cansados, mas estamos animados para o show. Vai ser demais.

P: Algumas perguntas sobre a turnê. A The Feel It All Tour é bem, bem diferente de qualquer coisa que vocês já tenham feito. Ela tem este ambiente, clima de clube. Conte-me sobre o conceito do show desta noite. Vocês podem dar aos fãs uma pequena visão geral do que ocorre nos bastidores?

B: Para esta turnê, o álbum é muito mais eletrônico. Então queríamos tocar em lugares pequenos e realmente nos conectar com a platéia e ter uma festa massiva. Nós pensamos “é legal fazer grandes shows, mas seria legal ter um pequeno local e transformá-la numa balada e ter uma festa eletrônica com todo mundo”. Demorou um tempo pra arrumar tudo. Nós ensaiamos por meses. Este álbum é especialmente difícil de se tocar em palco (especialmente porque só temos três músicos), então nós tivemos que pensar num gente de trazer este som pra vida. Nós testamos novas coisas, testamos novos instrumentos.

Tom: Nem todo mundo. Só nós três.

B: Eu não estou tocando nenhum instrumento, mas estamos testando novas coisas. Têm sido muito divertido até agora. Nós fizemos uma turnê na Europa. A produção é demais. Nós quisemos tentar algo visualmente novo, algo que nunca tenha sido visto. Nós tem uma produção de vídeo ocorrendo, figurinos, fantásticas novas luzes.

P: De onde derivou pra vocês a inspiração para a nova idêntidade?

T: Eu acho que foi surpreendente para os fãs porque eles esperaram por tanto tempo. Para nós foi uma transição porque nós ficamos um ano parados após Humanoid. Nós voltamos ao estúdio após um ano e nos tomou quatro anos pra produzir este álbum. Foi uma longa transição estar no estúdio, escrevendo novas canções, ficando inspirados. Bill e eu nos mudamos para Los Angeles, longe da Alemanha. Nós começamos uma nova vida também, num nível privado. A criatividade evoluiu ao longo do tempo também. Para nós, foi um processo lento, mas para todos os outros foi um pouco surpreendente.

B: Você têm que deixar as coisas frescas, às vezes. Nós começamos tão novos e claro que você quer mudar as coisas quando você fica um pouco mais velho. O gosto é um pouco diferente e a vida está mudando também.

P: Vocês escreveram várias canções incríveis e agora vocês estão focando num projeto totalmente separado – escrever um livro. Conte-nos um pouco sobre este novo empenho.

B: Tom e eu estamos escrevendo e é um projeto sonho. Eu amo escrever e eu sempre quis fazer isto. A ideia é pegar nossa vida e botar um pouco de ficção nela. Nós pegamos partes de nossas vidas e misturamos-as com vários personagens fictícios. No final, nós deixamos para a audiência pra decidir o que é real e o que não é.

T: Não é uma autobiografia. É um romance.

B: Estamos escrevendo em alemão, mas daí claro que terá uma versão em Inglês.

P: Em anos anteriores, seus álbuns foram lançados em ambas línguas, alemã e inglesa. Porque vocês escolheram não fazer um álbum alemão desta vez?

B: Para ser sincero, para o último álbum [Humanoid], a [versão alemã] pareceu forçada porque nós pensamos que a audiência esperava aquilo. A audiência e a gravadora estavam demandando isto. Então, pareceu forçada. Nós sempre tivemos que traduzir tudo e não parecia natural para a gente. Desta vez, eu estava escrevendo em inglês. Eu estava pensando em inglês, eu estava sonhando em inglês e eu acho que é também porque nós viemos morar na América. Então eu continuei a escrever em inglês e eu não quis forçar uma tradução porque há tantas coisas que você simplesmente não pode traduzir. Eu senti que muita coisa se perde numa tradução. Às vezes não parece certo. Nós apenas quisemos deixar do jeito que tá porque já estava escrito em inglês.

P: O que vocês gostariam que o fãs levassem desta “Feel It All Club Experience”?

B: Eu apenas quero que o fãs tenham uma noite pra recordar, com muita diversão e um pequeno sonho se realizando. Eu espero que eles sintam a conexão conosco e com a música. Eu espero que eles sempre se lembrem desta noite.

T: Eu quero que os fãs digiram tudo [por uns dias] ou daqui 50 anos de agora, relembrem e digam, “Tokio Hotel foi o melhor show”.

P: E será, posso lhe garantir.

Veja imagens da entrevista em nossa Galeria, AQUI.

Fonte: Sound-andSilence.com

Tradução: Conexão Tokio Hotel Brasil

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