Entrevista e Photoshoot para Noisey (04.03.2015)

Em 04 de Março de 2015, o site alemão Noisey publicou fotos e uma entrevista com Bill e Tom Kaulitz. A entrevista foi realizada em Berlim na Alemanha

04.03.2015 – Entrevista para Noisey – Berlim, Alemanha

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Nota: Na entrevista abaixo Tom fala de ter uma namorada, se refere a sua talvez ex Ria Somerfeld.

Fonte: Noisey
Tradução: Conexão Tokio Hotel Brasil

O primeiro encontro com … Tokio Hotel

 

[…]

Vocês sabem que isso aqui é um encontro né?
Tom: Sim.
Bill: Eu ouvi dizer que esse é o seu encontro a três.

Vocês gostam de se encontrar a três? Fazem isso sempre?
Bill: Não, mas já tivemos a mesma namorada.

Sério?
Bill: Sim. Na verdade ela não era uma namorada. Foi só a garota do primeiro beijo.
Tom: Mas sempre tivemos a mesma namorada (risos). Brincadeira. Mas realmente temos um gosto praticamente igual.

E vocês compartilharam muitas delas?
Bill: Um pouquinho..
Tom: Sim, mas eu sempre fui o primeiro. Quando eu não queria mais elas corriam pro Bill.

Ah, então vocês fazem isso com frequência…
Bill: Na verdade não. Antes era assim. Nossas namoradas eram amigas também e sempre tivemos o mesmo gosto, mas agora mudou um pouco, né Tom?
Tom: Quando você é adolescente, você acha tudo OK se for mais ou menos bonito.
Bill: Mas na cidadezinha onde crescemos não tinha muita escolha. Só tinha duas meninas bonitas.

Tom é o pegador e você é o tímido?
Bill: Exato.
Tom: Pegador eu não sou mais não. Saí do jogo faz uns 5 anos pois agora tenho uma namorada fixa.
Bill: Eu continuo sendo tímido e não estou namorando. O Tom e o Georg eram como se fossem duas vadias. (risos)

Georg também?
Bill: Georg também. Eles sempre se aproveitavam das meninas.

E o Gustav?
Bill: Gustav tem 26 e já se casou.

Ele é muito novinho. Vocês se imaginam casando tão novos?
Bill: Muita gente na minha idade em L.A já tem família. Casar não passa pela minha cabeça pois eu não estou apaixonado. Mas se eu tivesse eu também pensaria em me casar.

Quantos cachorros vocês tem?
Bill: Temos dois. A namorada do Tom também tem um. Em L.A. temos mais três, mas os cachorros privados são os dois.

Se o pequeno se chama Pumba, o outro se chama Timão?
Bill: Boa ideia. Tom, seu cachorro deveria se chamar Timão.
Tom: Eu não gosto de falar o nome dele pois as pessoas sempre ficam chamando. Todos ficam chamando o Pumba, mas graças a deus ele não escuta.
Bill: Escuta sim!
Tom: Quando essas pessoas ficam chamando ele de Pumba é como se chamassem ele de Kathrin.
Bill: Nada a ver.
Tom: Sim, mas quando saio com o meu ou levo ele pra turnê, temos que andar um pouco com eles e daí muitas fãs e fotógrafos nos perseguem. Mas o meu não se movimenta um milímetro pois ninguém conhece o nome dele. Eu sou um bom pai.

E se a sua namorada não curtisse sua música?
Tom: Eu acharia OK.
Bill: Eu não.
Tom: Se ela achasse muito, muito ruim mesmo eu não entenderia ela. (risos)
Bill: Não imagino um relacionamento assim. Música é muito intima e se seu parceiro não curte sua música ele não curte uma grande parte de você.

Vocês ainda curtem muito em L.A.?
Bill: No momento não, pois estamos muito ocupados. Eu amo trabalhar e ter stress. Se eu tenho muito tempo disponível eu acabo fazendo merd*. Tenho que tomar cuidado. Quando gravamos o álbum e não tínhamos outros compromissos a festa não acabava.
Tom: Eu tenho muitas fases. às vezes eu aguento bastante e tem vezes que eu não quero mais nada. Até pouco, eu bebia demais, só fui perceber isso no casamento do Gustav.
Bill: No momento nós não saímos pois eu tenho medo de acabar ficando doente.

Como se festeja em L.A.? Clubes da alta sociedade? Rolam drogas?
Bill: Tem muitas drogas em L.A. Todos fumam maconha, pois é legalizado. É como fumar cigarros normais. Mas o resto é bem diferente daqui, às 2 horas a festa já acabou.
Tom: As coisas são mais chiques também, não tão despojadas e loucas como aqui em Berlim.

Vocês acham isso legal?
Bill: Sim, lá tem muitos clubes legais que não se encontram por aqui. Tudo tem muito estilo. Mas também tem muitos clubes com um jeito mais europeu.

Vocês ainda andam de metrô?
Bill: Não.
Tom: Eu nunca andei de metrô.

O que? Você nunca andou de metrô?
Tom: (diz que não com a cabeça)
Bill: Eu tenho que falar com sinceridade que eu não saberia como chegar de A até B.

(Terminamos o passeio e fomos para o estúdio onde uma mulher, provavelmente a mãe deles, prepava pães.)

Vocês dizem que não seria OK se as suas namoradas não curtissem a sua música mas e os fãs?
Tom: Eu não entenderia isso. Nós nos isolamos pra escrever esse álbum e fazemos música desde os 15 anos.
Bill: Até pra conhecer alguém é bem difícil, pois você tem certeza que a pessoa já leu algo sobre você. O único lugar onde isso não acontece é em L.A.

Esse foi o motivo pra mudança então?
Bill: Exato.
Tom: Em um ponto nós não aguentávamos mais e queríamos ir pra um lugar onde as pessoas não nos reconhecem.

Você fala pras pessoas que você é um ator pornô tcheco, né?
Tom: Sim. Eu me pergunto o que soaria realista. Nós já parecemos ser isso mesmo (risos). As pessoas sempre falam pro Bill “Eu tenho a impressão de te conhecer de algum lugar…” mesmo que elas não tenham impressão nenhuma. Em L.A. todos querem saber o que você faz e se você pode arranjar alguns contatos para ela. Eu sempre penso em algo realista e que não tenha nada a ver com a música. Por isso eu sou uma estrela pornô e o Bill é um fotógrafo.
Bill: Eu nunca sei o que dizer. Uma vez eu realmente me deparei com um fotógrafo e ele me perguntou coisas sobre câmeras e eu pensei “Porr*, o que que eu falo agora?”. Uma vez em Miami um cara chegou e disse: “Vocês tem cara de pessoas com que eu poderia fazer dinheiro.”

Que jeito mais estranho de se dizer oi.
Bill: Né? Eu ri e disse que só íamos pra universidade e que estávamos visitando amigos.
Tom: O problema foi que ele viu nosso carro..
Bill: Sim, e ele disse “Vocês tem dinheiro sim” e eu disse que nossos pais eram ricos. Ele não acreditou. Ninguém nunca acredita. Precisamos de algo mais realista.

Fala que você estuda finanças.
Bill: Sim, ou eu falo que faço música por hobby.
Tom: Todos vão achar que você é um artista escroto de rua.
Bill: Exatamente, em L.A. tem muitas pessoas assim.

Ou fala que vocês vendem carros, assim já tem uma desculpa da próxima vez.
Tom: (diz pro Bill) Você tem cara mesmo de pessoa que vende carros roubados (risos)

Vocês querem coordenar tudo?
Tom: Infelizmente sim.
Bill: Eu queria poder ser mais relaxado. Temos uma equipe imensa que faz muita coisa por nós, mas nós gostamos de ter o controle de tudo.
Tom: Nós pagamos tanta gente que faz um trabalho imenso e no final nós é quem decidimos tudo. Eu tenho medo de perder o controle. Sempre jogo a culpa nos outros e no final fico frustrado. E o lado negativo disso é que eu como artista, preciso ter a cabeça livre.

Vocês são muito perfeccionistas.
Os dois: Sim, muito.

Vocês se parecem muito um com o outro.
Os dois: Pois é. (risos)

Qual a diferença entre vocês dois?
Bill: Eu acho que só a aparência, mas as outras pessoas nos julgariam melhor. Eu sou mais espontâneo e o Tom gosta de pensar duas vezes sobre tudo.
Tom: Que isso, você tem mais disciplina que eu.
Bill: Mas eu também gosto de fazer as coisas rápido e sem pensar. Essa é a nossa diferença. Você é mais paciente, por isso toca quase tudo quanto é instrumento. Eu não toco nada pois não consigo me sentar e aprender nada.
Tom: Bill é mais emocional.
Bill: Pra mim tudo tem que ser rápido: eu bebo rápido e muito, falo rápido e sou muito impaciente. Por isso essa carreira não foi feita pra mim pois tem muitas coisas que duram muito. Eu também não consigo deixar de responder um SMS ou um E-mail. Se alguém me escreve eu respondo em cinco minutos. Eu também nunca devi dinheiro a ninguém, pois eu não consigo deixar as contas jogadas por aí. Tom diz pra eu ser mais relaxado, mas não dá. Eu gosto de fazer as coisas rápido e não entendo as pessoas que não conseguem fazer.

Talvez você deva sim estudar finanças.
Bill: Talvez. Eu também sou tão organizado que sempre anoto tudo (risos). Eu sempre tenho certeza do que vou fazer.

Uma última e importante pergunta: Vocês escutam Drake?
Bill: Não, eu não.
Tom: É um bom sinal ou não, falar que gosta dele? Não escutaria o álbum todo, mas algumas músicas tipo „Hold On, We’re Going Home“ eu curto.
Bill: Sim, essa foi boa:
Tom: Eu respeito Hits. Não importa se é rock, pop ou hip-hop. Se a música é boa e tem uma melodia maneira eu curto.

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