Bill e Tom Kaulitz falam sobre não fazerem mais rock e seus sonhos

Bill e Tom Kaulitz falam sobre não fazerem mais rock e seus sonhos

Em nova entrevista para o site Schwaebische.de, Bill Tom Kaulitz falam sobre seus medos, sonhos, mudança de estilo musical e principalmente sobre sua mais nova turnê, a Dream Machine World Tour, que começa em março de 2017. Acompanhe abaixo a entrevista na íntegra:

Sim, Tokio Hotel ainda está na ativa, embora tudo esteja tranquilo em torno da banda que faz música há quinze anos. Enquanto isso, os quatro músicos se adaptaram à vida entre o hype e o ódio. Em sua mais nova turnê, “Dream Machine World Tour” que inicia em 2017, Tokio Hotel passará por Hamburgo, Frankfurt, Colônia, Stuttgart, Munique, Leipzig e Berlim. Em uma entrevista exclusiva com Eva-Maria Peter, os gêmeos da banda Bill e Tom Kaulitz contam sobre seus sonhos e mudanças importantes.

Entrevistadora: Na primavera vocês sairão em turnê de novo. Como é a sensação?
Bill: Para nós, como músicos, uma turnê é como nosso elixir da vida. Essa viagem incessante ao redor do mundo e os grandes
shows no palco, é isso o que nos mantém vivos. Nós temos feito isso por dez anos e significa ainda mais agora, pra nós. Nós
estamos envelhecendo e entendemos melhor que nascemos para a música.

Entrevistadora: Vocês são conhecidos pelos shows suntuosos…
Bill: Nós não somos cantores-compositores que choramingam letras alemãs com um violão acústico no fundo por quatro horas, sem que nada espetacular aconteça. Nós somos showmasters. Um show do Tokio Hotel é uma experiência inesquecível, os espectadores nunca viram algo como um show da “Dream Machine” antes.

Entrevistadora: O que está por trás do título “Dream Machine”?
Tom: Nosso sentimento está por trás dele. Tokio Hotel é nossa “Dream Machine”, nosso estilo de tocar por nossos sonhos. Com essa turnê, nós queremos realizar nossos sonhos e criar nosso próprio mundo onde estaremos fazendo apenas o que amamos. Para nós, Tokio Hotel significa a liberdade perfeita. As pessoas neste mundo precisam de mais sonhos e mais liberdade.

Entrevistadora: E como seus sonhos se parecem?
Bill e Tom: De noite, nossos sonhos são muito intensos e muito realistas. A maior parte do tempo, são pesadelos. E ficamos contentes por esquecê-los.
Bill: Sonhar acordado é muito mais bonito, claro. Sonhos nos motivam e nos dão incentivo. Cada dia, eu tenho que decidir qual dos meus muitos sonhos eu quero realizar. São meus sonhos que me fazem acordar de manhã.

Entrevistadora: Qual seria seu grande sonho para o mundo?
Bill: Que todos sejam felizes. Soa mais banal do que realmente é, mas todo mundo deveria trabalhar nisso.
Tom: Isso é um desafio bem difícil. O mundo é tão cheio de medos no momento… cada ser humano deveria ter a possibilidade de, pelo menos, realizar quantos sonhos forem possíveis. Devemos recapitular isso todo tempo: nós temos apenas uma vida – viva feliz!

Entrevistadora: Sua música mudou drásticamente conforme o tempo passou, de rock para electro-pop. O que o futuro reserva?
Bill: Nós não fazemos mais rock há um bom tempo. Acabamos nos encontrando musicalmente no electro-pop, DJ’s e músicas eletrônicas nos inspiram. Isso é fácilmente notado no palco. Georg e Tom não tocam mais tanto baixo e guitarra, em vez disso, acabam usando o sintetizador, bateria adicional e agora os novos vocais. Basicamente, nosso show está ficando mais técnico e mais experimental. Nós temos sete laptops no palco.

Entrevistadora: Não só sua música, mas também sua vida e seu visual mudam constantemente. O desejo de mudar é bem grande, certo?
Bill: Mudanças são a única coisa constante em minha vida. Sem mudanças, eu ficaria entediado. E quando fico entediado, eu só tenho pensamentos bobos. Mudanças me deixam criativo e criam um certo sentimento de liberdade. Liberdade é a posse mais importante pra mim.

Entrevistadora: E de que forma seus fãs mudaram conforme o tempo passou?
Bill: Nós crescemos junto com nossos fãs. Eles também ficaram mais velhos e tem outra ideia sobre o mundo, nesse meio tempo. Nosso estilo de vida muda, relacionamentos e famílias se tornam reais. Nossos fãs cresceram conosco durante esses anos.

Entrevistadora: Em que lugar do mundo vocês se sentem mais confortáveis? Vocês ficarão em Los Angeles?
Bill: Tom e eu queremos conhecer mais do mundo. Ficar em apenas um lugar por toda nossa vida é inimaginável. Nós podemos nos imaginar mudando para a Tailândia um dia, mas também Itália, as pessoas lá fora me incitam. Quando Donald Trump ganhar a eleição, nós nos mudaremos daqui de qualquer forma.

Entrevistadora: Até que ponto vocês acompanham a eleição americana?
Tom: Acabamos esquentando nossa cabeça por isso. Toda aquela conversa dele nos deixa sem palavras e profundamente tristes. Nós também somos estrangeiros na América. Uma pessoa como essa ter um poder desse nas mãos, nos deixa zangados. Ele joga com os medos das pessoas. Nós só queremos acabar com isso.

Entrevistadora: Como vocês fazem para se estabilizarem internacionalmente?
Bill: Nosso segredo é fazer justamente o contrário do que vocês esperam. Nós apenas queremos ser diferentes.
Tom: Cada país tem seu próprio cenário e música. Na Alemanha, Schlager e músicas alemãs são bem distintas. Nossos shows e “armadilhas” não são “alemãs”. Somos bons à nossa própria maneira. Amamos estar no exterior e nós não nos vemos como uma banda alemã. Na Alemanha, somos estrangeiros e somos apenas algum algum tipo de nicho – para o resto do mundo, somos normais.

Fonte: Schwaebische.de
Tradução e adaptação: Conexão Tokio Hotel Brasil

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